ENVIADO ESPECIAL A WASHINGTON — Donald Trump será o 47.º presidente dos Estados Unidos. O republicano volta a Casa Branca depois de ter conquistado ao menos 277 delegados no colégio eleitoral e uma ampla vitória no voto popular para derrotar a democrata Kamala Harris nas eleições de terça-feira, 5.
A projeção dos principais veículos americanos indica que o republicano vai voltar à Casa Branca após obter uma vantagem que não pode ser revertida no Estado de Wisconsin. Trump também já garantiu outros três Estados-pêndulo: Geórgia, Carolina do Norte e Pensilvânia, e lidera em Nevada, Arizona e Michigan.
Antes mesmo de obter os 270 delegados necessários, a vitória de Trump estava desenhada. Ao ganhar a Carolina do Norte, a Geórgia e a Pensilvânia, além dos Estados que usualmente votam nos republicanos, como Texas e Flórida, Trump aproveitou para discursar por aproximadamente 20 minutos em Palm Beach, na Flórida, na madrugada desta quarta-feira, 6.
Em seu discurso, Trump adotou um tom menos agressivo do que o da campanha, mais conciliador. “Vamos curar nosso país, que precisa muito de ajuda. Vamos consertar nossas fronteiras e muitas coisas que precisam ser consertadas”, afirmou Trump. “Está será verdadeiramente a era dourada para a América”, acrescentou o republicano.
Os principais aliados de Trump e sua família se juntaram ao republicano no palco em Palm Beach. A ex-primeira-dama Melania Trump ficou perto do marido e foi acompanhada por Barron, o filho mais novo do ex-presidente. Os filhos mais velhos de Trump, Don Jr., Eric, Ivanka e Tiffany, também se juntaram ao pai no palco.
Durante o comício, Trump também disse que irá tornar os Estados Unidos um país seguro e próspero, sem a sua retórica agressiva que acompanhou seus comícios durante a campanha. “Alcançamos o acontecimento político mais incrível, a vitória política mais incrível, algo que o nosso país nunca viu antes”, afirmou Trump. O republicano apontou que os resultados eleitorais lhe dão um “grande sentimento de amor” e afirma que a nação lhe deu “um mandato poderoso”.
Desafios de Trump
O republicano, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em julho, vai governar um país dividido e com severos desafios internos relacionados à imigração, transição energética, acesso ao sistema de saúde e dependência química. Na política externa, Trump terá de lidar com as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio e com a competição econômica e influência cada vez maior da China.
Desta vez, Trump se torna o homem mais velho a ocupar o cargo de presidente, aos 78 anos e 140 dias. Ele supera o antecessor e algoz nas eleições de 2020, Joe Biden. Também é o primeiro desde Groover Cleeveland, em 1893, a voltar à Casa Branca após perder a reeleição e ser eleito depois de uma condenação criminal em primeira instância.